“Precisamos de um sistema” ainda deixa muitas perguntas abertas. A funcionalidade começa a fazer sentido quando sabemos quais regras ela precisa respeitar.
Funcionalidade descreve o que; regra explica o porquê
Cadastrar, aprovar, editar, exportar ou notificar são ações. Para transformá-las em produto, precisamos entender quando elas podem acontecer, quem pode executá-las e quais condições alteram o caminho.
Permissão é regra de negócio
Quando um perfil pode acessar determinada unidade, módulo ou informação, isso não é apenas configuração de interface. É uma regra que precisa ser aplicada de forma consistente na navegação, nas consultas e nas operações de escrita.
Exceções revelam o processo real
Fluxos desenhados apenas para o caminho ideal parecem simples até encontrarem a operação. Uma aprovação fora do prazo, uma informação divergente ou um registro que não pode ser alterado depois de determinada etapa normalmente revela regras importantes.
Histórico e auditoria também são regras
Nem toda alteração pode simplesmente substituir o valor anterior. Em processos críticos, saber quem mudou, quando mudou e qual era o estado anterior faz parte do requisito funcional.
A funcionalidade aparece como consequência
Quando responsabilidades, condições e exceções estão claras, a lista de funcionalidades deixa de ser uma coleção de ideias e passa a representar o processo. É nessa ordem que a Nexus prefere transformar operação em software.